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Estivemos no Educa, evento organizado pelo Instituto Caldeira, que visa aproximar os jovens do mundo do trabalho, universo que tanto nos interessa.
Dentre tantas temáticas interessantes, em palestras, debates e painéis que ocorreram de forma simultânea nos diferentes espaços do local, podemos destacar alguns pontos que mais nos chamaram a atenção. Um deles é a importância da relação escola-trabalho, englobando as competências e habilidades socioemocionais (capacidade de compreender e gerenciar emoções, desenvolver relações saudáveis, estabelecer metas e tomar decisões responsáveis) e cognitivas (capacidade mental e intelectual usada para processar informações, aprender, raciocinar e resolver problemas), principalmente na transição do ensino médio para a vida laboral.
Neste contexto, se faz necessária uma maior aproximação entre o ambiente escolar e o mundo profissional, transformando a escola em um ambiente mais permeável, estabelecendo pontes com o que acontece fora dela, visto que a nossa relação com o trabalho começa desde cedo, quando crianças, visto que nossos pais, parentes ou os adultos ao nosso redor trabalham. É muito comum que, quando pequenos, desde cedo, comecemos a pensar naquilo que queremos ser quando crescermos, baseados em profissões com as quais temos contato mais próximo.
Outro ponto importante que foi mencionado consiste em trazer o setor produtivo, o conjunto de todas as atividades econômicas voltadas à produção de bens e à prestação de serviços, para o contexto escolar. Na educação, além de desenvolver o pensamento crítico, principalmente em tempos de Inteligência Artificial, que consiste em um estímulo constante para não se aceitar rapidamente uma primeira resposta, é importante também se trabalhar com a intencionalidade, a partir de necessidades reais, unindo embasamento teórico com aplicação prática para a criação e construção de repertório, mas também de portfólio.
Falando em repertório, foi discutida também a importância, neste contexto de IA, de saber fazer boas perguntas, nos convertendo em “perguntadores”, a partir do pensamento crítico, uma das habilidades inerentes ao ser humano. De açodo com o que foi dito, saber usar a ferramenta é só o começo. O mais importante é querer aprender, aprender a aprender, estar aberto a aprender e aprender a desaprender. O resgate da habilidade de pensar como uma criança, com a sua curiosidade própria e característica de quem está descobrindo o mundo, é vital no contexto em que estamos vivendo.
A Inteligência Artificial não substituirá os humanos, mas os humanos que sabem usá-la substituirão aqueles que não sabem. No entanto, o grande diferencial será a atitude: o que se faz com todo este conhecimento. Por mais que a alfabetização digital seja extremamente necessária, são as “soft skills” que irão separar o joio do trigo, é a habilidade de ser humano. A IA é excelente no processamento de dados e reconhecimento de padrões, mas não possui consciência.
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